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Planeta dos Macacos: O Reinado
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TOMAT ES
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🦍 Planeta dos Macacos: O Reinado (2024) carrega o ingrato fardo de iniciar uma nova era após a conclusão de uma trilogia impecável. Assisti a este novo capítulo e constato a pura realidade: a obra tenta impulsionar uma nova fase para a franquia e, embora não empolgue com a mesma força arrasadora dos seus antecessores, está muito longe de ser um filme ruim. É uma aventura de transição sólida e visualmente deslumbrante.
🎬 A direção de Wes Ball acerta em cheio na expansão e na construção de mundo. O roteiro, assinado por Josh Friedman, salta gerações para o futuro, apresentando uma Terra onde a natureza engoliu as cidades de aço e vidro, e o legado do antigo líder símio virou lenda (e ferramenta de manipulação política). A premissa de explorar como ensinamentos de paz são deturpados pelo poder constrói um pano de fundo instigante para a jornada de autodescoberta do jovem protagonista, mas esbarra em um ritmo ocasionalmente arrastado durante a construção do primeiro ato.
🎭 A captura de movimento continua sendo a joia da coroa tecnológica da franquia. Owen Teague assume a difícil tarefa de liderar o elenco na pele de Noa, entregando uma performance que traduz perfeitamente a ingenuidade de um primata isolado descobrindo a brutalidade do mundo lá fora. A dinâmica da trama ganha força real com a introdução de Freya Allan como a humana Mae (inicialmente chamada de Nova), que injeta uma ambiguidade moral extremamente necessária, provando que a ameaça humana está adormecida, mas não extinta.
O antagonismo ganha vida de forma espetacular nas mãos de Kevin Durand. Interpretando o tirano Proximus Caesar, ele constrói um vilão carismático, megalomaníaco e assustadoramente inteligente, que distorce as palavras sagradas da espécie para justificar a escravidão de outros clãs. O núcleo de apoio é servido por atuações pontuais: Peter Macon rouba a cena e traz o peso histórico vivendo o sábio e pacífico orangotango Raka, enquanto a aparição do veterano William H. Macy como o humano submisso Trevathan ilustra a melancólica e definitiva inversão da cadeia evolutiva.
📉 Avalio que o grande obstáculo da produção é a sombra colossal deixada pelos longas anteriores. Ao focar excessivamente em organizar o tabuleiro para futuras sequências, a narrativa sacrifica um pouco da urgência e do peso dramático imediato. Falta aquele impacto visceral constante, resultando em uma obra que encanta os olhos com o seu CGI formidável, mas que carece daquela mesma faísca de genialidade tática para prender a respiração do espectador do início ao fim.
🤔 O veredito: É um recomeço competente, seguro e esteticamente belíssimo. Um épico de aventura que não alcança o patamar de obra-prima instantânea, mas que estabelece bases muito firmes, introduzindo personagens intrigantes e garantindo que o universo tem fôlego de sobra para continuar nas telonas.
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