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Ataque Brutal
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TOMAT ES
META CRITIC
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🦈 Ataque Brutal (2026) — ou Thrash, no original — é a prova cabal de que a criatividade em Hollywood está em estado de morte cerebral quando o assunto é terror aquático. O filme é um desrespeito não apenas com os tubarões, mas com a inteligência de quem dá o play na Netflix esperando algo minimamente digno. É um trash puro, elevado à décima potência, que tenta se vender como um suspense de sobrevivência sério, mas entrega uma galhofa técnica imperdoável.
🎬 A direção de Tommy Wirkola (que já fez coisas muito melhores como João e Maria: Caçadores de Bruxas e Noite Infeliz) parece ter sido feita com total desleixo. O roteiro é um amontoado de clichês requentados: um furacão de categoria 5 atinge uma cidadezinha na Carolina do Sul e, por algum "milagre" da conveniência narrativa, traz dezenas de tubarões-touro para dentro das salas de estar. A premissa tenta emular a tensão de Predadores Assassinos (Crawl), mas sem um pingo do talento ou do senso de urgência que aquela obra possui.
🎭 O desempenho do elenco é simplesmente pífio, uma atuação que beira o amadorismo em vários momentos. É constrangedor ver um ator do calibre de Djimon Hounsou (interpretando o Dr. Dale Edwards) desperdiçado em diálogos tão rasos e situações tão absurdas. A protagonista Phoebe Dynevor, que vive a grávida Stacy, entrega uma performance apática, sem conseguir transmitir o pânico real de quem está prestes a dar à luz no meio de uma inundação infestada de predadores. Mesmo nomes promissores como Whitney Peak (no papel de Dakota) e Alyla Browne parecem perdidos em cena, lutando contra um texto que não lhes dá sustento nenhum. A produção ainda conta com o veterano Matt Nable e Andrew Lees, mas todos sucumbem à mediocridade do projeto.
📉 O que mais irrita é a parte técnica. O CGI é de quinta categoria; os tubarões possuem movimentos artificiais e uma textura que parece ter saído de um jogo de videogame de dez anos atrás. Em pleno 2026, com toda a tecnologia disponível, entregar efeitos visuais tão toscos é uma vergonha para uma plataforma do tamanho da Netflix e para um produtor como Adam McKay. É um filme que se perde entre o sério e o ridículo, terminando como uma piada de mau gosto que judia do espectador tanto quanto judia da imagem dos tubarões.
🤔 O veredito: É um lixo cinematográfico completo. Um combo de atuações desastrosas, efeitos especiais de fundo de quintal e uma história que não tem a coragem de assumir que é um filme B, preferindo se arrastar em um drama familiar que ninguém se importa.
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